Profissionais De Saúde Deixam Homem Morrer à Porta Do Hospital

Aconteceu na entrada do Hospital Magdalena de las Salinas, do Instituto Mexicano de Previdência Social (IMSS). Um homem de 48 anos faleceu após ter sido negado o serviço médico.

Os familiares da vítima garantiram que o homem, identificado como Ricardo “N”, tinha insuficiência renal e chegou ao hospital em estado muito grave e, embora tenham dito à equipa médica que o doente não tinha Covid-19, não o deixaram entrar.

No vídeo pode ver-se o homem deitado no chão à porta do hospital enquanto morria cercado pela sua família, que grita e pede ajuda desesperadamente. Aí percebe-se como um membro da equipa de primeiros socorros de uma ambulância se aproxima do paciente, apenas para confirmar que ele já tinha falecido.

Diversos meios de comunicação publicaram que a família apresentará queixa contra a equipa médica por falta de atendimento. “Decidimos ir para aquele hospital, lá iam nos receber, o meu irmão começou a ofegar ou a sofrer um ataque cardíaco quando estávamos a chegar, não consigo descrever bem o que era. Saí para pedir ajuda e o guarda fechou a porta, disse-nos para levá-lo à Clínica 24 “, disse a irmã do homem em entrevista.

A família do homem garantiu que ele procurou atendimento médico em cinco hospitais diferentes da região, sem ser recebido em nenhum.

Além disso, garantiram que os especialistas demoraram mais de três horas para chegar para recolher o corpo, que ficava a poucos metros da porta do pronto-socorro.

O Instituto Mexicano de Previdência Social (IMSS) emitiu um comunicado no qual garante que em nenhum momento o atendimento ao paciente foi negado. O Instituto lembrou que, quando a pessoa chegou, “um médico de plantão foi alertado para atendê-lo. No entanto, os presentes gritaram que ele era suspeito de COVID-19, portanto, ele entrou para colocar os Equipamentos de Proteção Individual para lhe conceder atendimento médico conforme indicado no protocolo de atendimento.

O Instituto também garantiu que o paciente foi transferido pelos seus familiares em carro particular, que relataram não estar mais a respirar ao chegar ao hospital. E ele ressaltou que “ele tinha um histórico de insuficiência renal crónica, que é um fator agravante e um prognóstico muito mau para pessoas que podem estar infetadas pelo vírus SARS-CoV-2.”

O IMSS apontou que após rever os vídeos da Unidade Médica, “observa-se claramente que desde o momento que os familiares o tiraram do carro, o corpo ficou inerte e deixaram-no na calçada, iniciando a reanimação em frente à porta da área de emergência do hospital”.

Já segue a Desconcertante no Instagram?

DEIXE O SEU COMENTÁRIO