A Ferrari decidiu enfrentar um projeto muito diferente daquilo a que habituou os seus fãs – abraçando uma aventura no mundo da vela com o projeto Hypersail. E não deixa de contar com o ‘know-how’ que o fabricante italiano adquiriu no setor automóvel. O nome não é um acaso e está ligado aos pergaminhos da marca de Maranello nos automóveis, fazendo referência aos hipercarros que produz.
O designer da embarcação foi o arquiteto naval francês Guillaume Verdier. E já explicamos por que é que usámos a palavra ‘voa’ no título, quando estamos a falar de um iate.
Este é um monohull pioneiro, uma vez que se trata do primeiro desta dimensão que tem um sistema de foils que permite voar de forma estável acima da água com apenas três pontos de contacto. Mas não é só: este será também o primeiro iate de 100 pés a ser totalmente auto-suficiente em matéria de energia.
As equipas que projetaram este monohull dotaram-no exclusivamente de fontes de energia renováveis para a sua operação, entre a solar, eólica (vento) e cinética. Não há qualquer motor de combustão, com toda a energia necessária a ser produzida autonomamente enquanto se navega.
O projeto é fruto de intercâmbio e colaboração próxima entre a Ferrari e respetivos parceiros e fornecedores, havendo a aplicação de tecnologia dos carros desportivos – incluindo o sistema de controlo de voo desenvolvido com a experiência adquirida nos automóveis. No processo, foram registadas nove patentes, estando a ser elaboradas outras seis.
Fiel às suas raízes, a Ferrari está a construir esta embarcação em Itália, esperando lançá-la já no próximo ano depois dos primeiros testes no mar. O chefe de equipa do Ferrari Hypersail é Giovanni Soldini.
Esta aventura abraçada pela Ferrari conta com a experiência vasta do construtor, mas também com a colaboração de peritos especializados no mundo náutico.
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