“Se Estão a Ver Este Vídeo, Já Não Estou Aqui”: Última Mensagem De Influencer Torna-se Viral

Charlie Anderson-Read, uma influencer britânica que partilhava nas redes sociais a sua luta contra o cancro, deixou uma última mensagem aos seguidores num vídeo gravado antes da sua morte. A publicação, divulgada a 11 de outubro, ultrapassou os três milhões de visualizações e está a emocionar quem acompanhou a sua história.

Tinha 41 anos e foi diagnosticada com cancro do pâncreas em fase terminal aos 38. Mais tarde, descobriu também que sofria de colangiocarcinoma, um cancro que afeta as vias biliares.

Consciente de que poderia não voltar a publicar, Charlie decidiu gravar uma mensagem para a comunidade que a acompanhou durante o tratamento. “Se estão a ver este vídeo, infelizmente já não estou aqui”, começa por dizer.

Na publicação, é anunciado que morreu às 7h30, seguindo-se uma mensagem de agradecimento a todos os que lhe enviaram palavras de apoio ao longo dos últimos anos.

“Todas as vossas mensagens e palavras simpáticas ajudaram-me muito a atravessar uma fase bastante complicada”, afirmou a britânica, que fez questão de reconhecer também o contributo de quem ajudou financeiramente a sua família, nomeadamente a mulher, Louise, e a filha de quatro anos, Florence.

Apesar das dificuldades, Charlie encontrou nas redes sociais uma forma de partilhar a sua experiência e de tentar ajudar outras pessoas que enfrentavam doenças semelhantes. A interação com os seguidores acabou por lhe revelar uma onda de solidariedade que não esperava.

“Esta página mostrou-me o quanto de bom existe no mundo. Espero que também consigam ver isso”, disse, numa das passagens da mensagem.

A influencer confessou que o maior desgosto era não poder passar mais tempo com a família e acompanhar o crescimento da filha. Ainda assim, procurou valorizar o tempo que teve depois do diagnóstico, considerando-se afortunada por ter vivido mais dois anos e meio.

A despedida terminou com um apelo dirigido a quem continua a enfrentar momentos difíceis: “Cuidem-se. Desejo-vos tudo de bom. Continuem a lutar. Não deixem que a minha morte tenha um efeito negativo em vocês. Continuem a lutar, vocês conseguem”.

Além de documentar o tratamento, Charlie também procurou alertar para sintomas que, inicialmente, não associou à doença. Em dezembro de 2023, contou que começou por perder o apetite, numa altura de stress profissional, e que mais tarde sentiu uma zona endurecida no lado esquerdo do corpo, abaixo dos pulmões.

Com o passar do tempo, surgiram dores intensas e fadiga. Na altura, chegou a atribuir os sintomas ao stress, antes de procurar ajuda médica e iniciar o processo que conduziu ao diagnóstico.

Através da sua última mensagem, Charlie deixou um testemunho sobre a importância do apoio recebido e o impacto que a solidariedade pode ter em momentos particularmente difíceis.

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