Polícia Pára à Mão Armada e Pulveriza Com Gás Pimenta Militar Do Exército

Um militar do Exército dos EUA, Caron Nazario, processou a polícia acusando-a de agressão injustificada, após ter sido parado, à mão armada, e pulverizado com gás pimenta.

Caron tinha o uniforme vestido, mas nem isso parece ter levado a polícia norte-americana a agir com mais moderação. De acordo com o jornal New York Times, o tenente estava a voltar do seu posto de trabalho quando começou a ver as luzes das autoridades atrás de si. Nervoso, por se encontrar numa estrada escura, Nazario decidiu parar apenas numa bomba de combustível que se encontrava a cerca de um quilómetro e meio dali.

Ao parar no posto de combustível, colocou o seu telemóvel no tabelier. Cá fora, a polícia saiu do carro e começou a gritar “saia do carro”.

Nazario, segundo o processo que foi aberto agora, no caso que remonta a 5 de dezembro, questiona o porquê de o mandarem parar e de estarem a apontar-lhe armas enquanto este mantinha as mãos à vista, fora da janela do veículo que conduzia.

“Estou com medo de sair do carro”, terá dito o tenente Nazario. O polícia responde que sim, que o militar “deveria estar” com medo. Segundos depois, Carons foi pulverizado com gás pimenta.

Segundo o processo, o militar manteve as mãos para cima enquanto tossia devido ao gás pimenta e pedia à polícia que lhe desapertasse o sinto – uma vez que tinha gás pimenta nos olhos – e vissem se o seu cão, que estaria no banco traseiro, se encontrava bem.

Nazario, de 27 anos, formado pela Virginia State University, entrou com uma ação no Tribunal Distrital dos Estados Unidos onde acusa a polícia de revistar ilegalmente o seu carro, de terem usado força excessiva e violado os seus direitos sob a Primeira Emenda. A ação pede milhão de dólares em indenizações compensatórias.

Num relatório daquela noite, a polícia alega que o motivo para mandarem Nazario parar terá sido porque o seu SUV não tinha placa de matrícula. O tenente Nazario disse que comprou recentemente um Chevrolet Tahoe e estava à espera dessa mesma placa. O militar alega ainda que tinha placa temporária colada no vidro traseiro e esta estava visível, de acordo com a ação. As autoridades alegam ainda que o militar ofereceu resistência ao não parar de imediato o carro.

Nos meios de comunicação locais e redes sociais são apontadas questões raciais como possível causa para o incidente.

Entretanto um dos polícias já foi demitido da força policial.

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