O Bayern de Munique protagonizou a maior goleada da história do Mundial de Clubes ao vencer por uns expressivos 10-0 o Auckland City, em jogo da primeira jornada do Grupo C. Para além do resultado avassalador, a partida evidenciou o enorme contraste entre o futebol profissional de elite e a realidade amadora de muitas equipas que participam nesta competição.
O Auckland City, representante da Nova Zelândia, é composto por jogadores maioritariamente amadores. Um dos exemplos mais marcantes é o guarda-redes titular, Conor Tracey, que trabalha num armazém de uma farmácia. Para poder representar o clube no torneio, que decorre nos Estados Unidos, teve de negociar com os seus empregadores um plano que combinasse dias de férias com uma licença sem vencimento.
“Vai custar um bocado com o pagamento da renda e das contas, mas ter a oportunidade de jogar contra o Bayern, o Benfica e o Boca Juniors… vale totalmente a pena”, afirmou Tracey ao jornal espanhol Marca.
Antes de viajar, o guarda-redes ainda fez horas extra para compensar os dias de ausência. Em declarações ao site da ESPN UK, explicou: “Quando entrei para esta empresa, disse logo: ‘Adorava trabalhar aqui, mas tenho um compromisso com o futebol.’”
Tracey revelou ainda que a realidade vivida no Auckland City é semelhante à da esmagadora maioria dos jogadores no futebol mundial: “Trabalhamos o dia todo, treinamos à noite, e só chegamos a casa por volta das 21h ou 21h30. Para quem tem família, é muito exigente.”
Apesar de competirem a um nível internacional, os jogadores do Auckland City conciliam os treinos e os jogos com os estudos e as suas carreiras profissionais. A paixão pelo futebol é o principal motor da equipa. O orçamento do clube é canalizado sobretudo para as deslocações, a manutenção da estrutura técnica e iniciativas de cariz social promovidas pelos próprios jogadores junto da comunidade local.
A derrota pesada frente ao gigante bávaro ficará certamente na história, mas o verdadeiro destaque está no espírito de sacrifício e dedicação de uma equipa que representa o futebol na sua forma mais genuína.
Auckland City goalkeeper Conor Tracey works in a warehouse for a pharmaceutical company in New Zealand. Before the match he said:
🗣️ "I’ve had to do a combination of annual leave and leave without pay. To play against Bayern, Benfica and Boca, 100% it's worth it."
Despite the… pic.twitter.com/hJHHaRBJIW
— Football on TNT Sports (@footballontnt) June 15, 2025
Auckland City goalkeeper Conor Tracey works in a supervisory role at a veterinary supply warehouse, overseeing the distribution of pharmaceuticals, nutrition, and controlled drugs to veterinarians across New Zealand.
The 28-year-old just made seven saves in a true David vs.… pic.twitter.com/vsbqPesX2E
— ESPN FC (@ESPNFC) June 15, 2025
Pobres Criaturas. Ahora fan de Conor Tracey del Ouckland City pic.twitter.com/LLkW1tbdnw
— Camilo Porras (@CamiloPorrasT) June 16, 2025
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